Moreno, alto (1,85m) e com traços aristocráticos – ele veio de uma família tradicional do sul de Minas Gerais pronto para se tornar um dos grandes astros da televisão. Tarcísio Meira, que completa 75 anos, nesta terça-feira (05), carrega até hoje a imagem de galã. Mesmo sua estreia acontecendo no teatro, em 1957, foi dois anos depois, na TV Tupi, que ele se tornou uma estrela.

Foi na TV também que conheceu sua mulher até hoje, a atriz Glória Menezes na novela Uma Pires Camargo, em 1961. Com ela teve um filho, o ator Tarcísio Filho.

Passou pela Excelsior, mas foi na Globo, que entrou em 1967, que se tornou oficialmente, ao lado de Francisco Cuoco, o galã do Brasil. Apesar disso, boa parte da crítica nunca reconheceu o seu talento de ator.

Por mais paradoxal que possa parecer, o aval de suas capacidades dramáticas veio pelo cinema que, nos anos 1970, ainda via a TV como inimiga. Fez sucesso, em 1972, com Independência ou Morte, de Carlos Coimbra, no papel de Dom Pedro 1º. Mas foi através do filme mais experimental de Glauber Rocha, o Idade da Terra, em 1980, que Tarcísio no papel de “Cristo que é o conquistador português, Dom Sebastião”, segundo palavras do próprio diretor baiano que o ator mostra sua versalidade em uma interpretação que vai do extremo minimalismo à exarcebação histérica do drama. Um dos pontos altos da interpretação cinematográfica no país.

Também nos filmes de Walter Hugo Khouri, Amor Estrannho Amor e Eu…, Tarcísio pode dar mais profundidade psicológica aos seus personagens. Mesmo assim é difícil achar críticos que validem a potencialidade e o conhecimento de imagem do ator, que ficou muito colada na do galã.

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