São Paulo é uma cidade que não pára. É o palco para aqueles que buscam oportunidades e uma metrópole de contrastes, que ganha 20 novos habitantes por dia.

A diversidade e as possibilidades é o que torna São Paula um lugar interessante. Mas São Paulo tem a mais: a arte.

Hoje são 268 salas de cinema e mais de 100 teatros. No passado, foi aqui que o Teatro Brasileiro da Comédia apresentou ao público, aquele que viria a ser um dos maiores atores brasileiros: Paulo Autran.

Foram os inúmeros palcos de São Paulo que atraíram a gaúcha Bárbara Paz. Para ela, São Paulo é a cidade mais completa do país. “Pra quem quer estudar melhor teatro, desenvolver o trabalho é ‘a cidade’. Sem contar as 200 peças em cartaz espalhadas pela cidade e no Teatro Municipal, que durante o ano todo promove espetáculos”, diz a atriz.

A diversidade da arte em São Paulo é como um pedido de desculpas para coisas como o trânsito e a poluição.E aos poucos e através dela, nas palavras do VJ Edgard Piccoli, “vamos descobrindo que é possível ‘viver bem’ nessa selva de pedras”.

“O que me chama atenção é essa confluência de culturas que cativa quem vem de fora e encara essa selva urbana. Pra mim, que vim do interior, percebi que era possível relaxar dentro dela, me sentir fora da selva mesmo dentro de um muro de concreto. São Paulo se destaca pela variedade de espetáculos, casas de shows…e depois você descobre que pode se sentir na praia ou no interior”, comenta Edgard.

Nos últimos anos, a cidade assistiu a peças famosas na Brodway e que fizeram grande sucesso nos palcos paulistas. Mas a arte não tem lugar definido: cinema e teatro estão na rua, no vão do Masp, nas escolas, nos Centros Culturais, no calçadão, no palco ou num galpão.

E se formos mais atentos, perceberemos que a arte e a criatividade em São Paulo estão espalhadas pela cidade, onde até sobreviver pode ser considerado arte. “Em Paraisópolis, por exemplo, tem um cara que construiu uma casa que parece muito com as obras do Gaudi, em Barcelona! E tem algo que eu adoro, mesmo que seja um pouco doloroso: a quantidade de árvores que conseguem nascer em uma fresta de concreto”, diz a jornalista Soninha, citando exemplos que mostram que São Paulo pode ser mais interessante e mais humana para bons observadores.

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