O cantor americano Bob Dylan respondeu duramente a seus críticos na nova edição da revista Rolling Stone, que será publicada na próxima sexta-feira (14), e na qual diz que os que o acusam de apropriar-se de letras de outros autores “podem apodrecer no inferno”.

Em entrevista para a publicação, Dylan assegura que a união “de folk e jazz é rica e enriquecedora”, e responde que quem o acusa de plágio por isso são “covardes”.

“É certo para todos, menos para mim. Há regras diferentes para mim”, lamenta o músico, segundo trechos da entrevista divulgados nesta quinta-feira (13) em seu site.

As críticas e acusações “são uma coisa antiga, uma longa tradição”, acrescenta Dylan, que lembra que foi chamado de “Judas” por tocar uma guitarra elétrica.

As declarações coincidem com o lançamento do novo disco de Bob Dylan, Tempest, o 35º do músico de 71 anos de idade e 50 de carreira.

Na entrevista ao escritor Mikal Gilmore, autor de livros sobre música, Dylan se mostrou “como nunca fez antes”, segundo a revista.

O intérprete e compositor, nascido em 1941 e batizado como Robert Zimmermann, mudou seu nome legalmente para Bob Dylan em 1962, e se converteu do judaísmo ao catolicismo no final dos anos 1970.

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