A mulher que enfrentou a segregação racial dos anos 50 e 60 cantando. A figura carinhosa que Michael Jackson considerava sua segunda mãe, sua madrinha. A pessoa intempestiva que abandona as filmagens de Mahogany quase no final. A mãe consciente que se recusa gravar no mesmo estúdio com Marvin Gaye porque o músico não parava de fumar maconha e ela estava grávida. Todas estas mulheres são uma só: Diana Ross.

Nesta quarta-feira (26), ela completa 70 anos e continua como uma lenda da viva do Rhythm and Blues, da Disco e do pop. Mas sua consagração no cinema foi interpretando outra lenda, só que do jazz, Billie Holiday, em Lady Sings The Blues (1972). Com este papel, ela ganhou Globo de Ouro e foi a segunda atriz afro-americana a ser indicada ao Oscar (a primeira foi Dorothy Dandridge com o filme Carmen Jones, em 1955).

Foi líder absoluta da The Supremes nos anos 1960, ao qual emprestou seu senso fashion adquirido por anos dedicados aos estudos da moda e da maquiagem. É a responsável por apresentar pela primeira vez Jackson 5, o grupo que sairia Michael Jackson. Já em carreira solo, na década de 70, ela lança álbuns de muito sucesso pop, com uma pegada bem disco, é o auge de sua fama.

No testamento de Michael Jackson, ela foi a única personalidade citada, e ele pede para que cuide de seus filhos na ausência de Katherine Jackson. Esta é a mostra final da relação intensa e afetiva, quase maternal, que os dois tiveram durante toda a vida do Rei do Pop.

O exemplo está no vídeo abaixo:

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