Joaquim Lopes tem dado um show em Império, na pele do chef de cozinha homofóbico Enrico. Na última semana, quando descobriu a bissexualidade do pai, Claudio (José Mayer), levou o ibope da novela. Mas na vida real, o ator revelou ser completamente diferente de seu personagem.

“Acho que amor é amor. Quem somos nós para julgar quem outra pessoa deve ou não amar?”, disse o ator, que é a favor do casamento gay, em entrevista ao jornal O Dia. “É engraçado porque o Brasil vende a imagem de liberdade, mas não é assim. Nos Estados Unidos e na Europa, o casamento gay não é mais polêmica, mas aqui ainda é”, comentou.

O ator, inclusive, estudou sobre o assunto para compor o personagem e ficou chocado ao descobrir um levantamento de 2012 que dizia que uma pessoa morre a cada 26 horas no Brasil vítima de homofobia. “Isso é um absurdo, uma loucura. É quase uma chacina, inacreditável”, indignou-se.

“Espero que meu personagem sirva como denúncia, uma forma de levantar esse tema de novo, e que as pessoas responsáveis tomem as providências para que isso acabe, que não fique só no papo de político para ganhar eleição”, completou.

Em Império, a intolerância de Enrico vai lhe custar caro. Depois de ser expulso de casa e cancelar o noivado com Maria Clara (Andréia Horta), ele vai entrar em depressão profunda e perder seu restaurante para seu ajudante de cozinha, Vicente (Rafael Cardoso), que vai comprar o espaço com investimento de José Alfredo (Alexandre Nero).

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