Entre os marombados, ela é o que há: whey protein, suplemento de proteína mais usado em academias, geralmente tomado após o treino, com objetivo de ficar rasgado e obter melhores resultados musculares para impressionar a galera. Mas não é para sair tomando assim, sem nenhum aconselhamento profissional.

No mercado existem vários tipos de whey protein: concentrado, isolado e hidrolisada. De acordo com a Dra. Silvia Santamaria Correa da Fonseca, médica nutróloga, cada um tem suas características, custos e benefícios:

“O concentrado é a versão mais barata, pois contém uma quantidade menor de proteínas, possui uma contagem grande de carboidratos e gorduras em sua composição, e sua absorção é a mais lenta quando comparada aos outros. O isolado é praticamente isento de gorduras e carboidratos, possui cerca de 1% somente de lactose e tem uma absorção mais rápida que o concentrado, sendo mais caro. Por último, o hidrolisado passa por um processo de filtragem rigorosa e por uma hidrólise (quebra das cadeias proteicas), acarretando numa absorção mais rápida que o concentrado e numa quantidade baixíssima de gordura e carboidrato, sendo o mais caro de todos”.

Para quem tem intolerância à lactose e que quer emagrecer, os mais indicados são a versão isolada e hidrolisada. Para os que não são alérgicos ao leite, e só necessitam ganhar massa muscular, a versão concentrada é a que apresenta a melhor relação custo x benefício.

Atenção! O risco de se ingerir este suplemento sem acompanhamento médico é engordar. Uma vez que, caso não haja uma correta orientação, o consumo de proteína vai ser excessivo, transformando-se em gordura, que vai ser estocada no corpo. Além disso, o excesso de proteína pode sobrecarregar os rins e o fígado.  Os diabéticos e os intolerantes à lactose podem agravar seu estado médico, usando-o sem acompanhamento.

“O whey protein é indicado para complementar a alimentação em indivíduos que praticam atividades que tem como objetivo o ganho de massa muscular, desde que se faça o cálculo adequado do que se precisa de proteína, para que não se corra o risco de exceder o que o corpo necessita. Para realizar esse cálculo, torna-se fundamental procurar um médico ou nutricionista”, alerta Dra. Silvia.

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