As mensagens de pesar pela morte de Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na lua, se multiplicaram no domingo (26) nos Estados Unidos e coincidiram em definir-lhe como um “herói americano” que permanecerá para sempre nos livros de história.

Armstrong, que em julho de 1969 fez história na missão da Apolo 11 junto aos astronautas Buzz Aldrin e Michael Collins, morreu aos 82 anos como consequência das “complicações” de uma cirurgia cardiovascular à qual se submeteu no começo de agosto, segundo informou sua família.

O presidente americano, Barack Obama, o administrador da Nasa, Charles Bolden, assim como o virtual candidato republicano à Presidência Mitt Romney e o secretário de Defesa, Leon Panetta, escolheram a mesma palavra, “herói”, para definir Armstrong.

Segundo o comunicado de sua família, o homem que tornou famosa a frase “um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade” era, com efeito, um herói para milhões de pessoas, mas o era “de má vontade, porque sempre achou que só estava fazendo seu trabalho”.

“Neil estava entre os maiores heróis americanos, não só deste tempo, mas de todos os tempos”, assegurou Obama em comunicado.

O presidente disse que o “espírito de descoberta de Armstrong continua vivo em todos os homens e mulheres que dedicaram suas vidas a explorar o desconhecido, incluindo aqueles que asseguram que chegamos mais alto e vamos mais longe no espaço”.

“Esse legado permanecerá, iluminado por um homem que nos mostrou o enorme poder de um pequeno passo”, assinalou.

Os companheiros de Armstrong na missão que milhões de pessoas no mundo todo acompanharam em seus televisores também expressaram suas condolências, no caso de Collins com um breve “era o melhor e sentirei terrivelmente sua falta”.

Aldrin qualificou seu amigo como “um verdadeiro herói americano e o melhor piloto que já conheceu”, lamentando que não possa estar junto a Collins e ele no 50º aniversário da aterrissagem na lua, que será comemorado em 2019.

“Virtualmente, o mundo inteiro fez essa memorável viagem conosco. E meu amigo Neil deu o pequeno passo, mas gigante salto, que mudou o mundo e que sempre será lembrado como um momento-chave na história humana”, assinalou o astronauta.

Por sua vez, o administrador da Nasa Charles Bolden assegurou que “enquanto houver livros de história, Neil Armstrong estará nele, lembrado por dar o primeiro pequeno passagem da humanidade em um mundo além do nosso”.

“À medida que nos adentramos na próxima era de prospecção espacial, fazemos sobre os ombros de Neil Armstrong. Lamentamos a perda de um amigo, um companheiro astronauta e um verdadeiro herói americano”, afirmou Bolden.

O republicano Mitt Romney reagiu à notícia em sua conta do Twitter, onde escreveu: “Neil Armstrong assume hoje seu lugar na galeria de heróis. A lua sentirá saudades de seu primeiro filho da Terra”.

Panetta lembrou que além de astronauta, Armstrong era também veterano da Guerra da Coreia, um piloto de testes e um aviador da Marinha americana, e assegurou que foi “um verdadeiro pioneiro cujo pequeno passo mostrou à humanidade tudo o que pode ser conseguido quando alguém se entrega à tarefa”.

A missão que o tornou famoso foi a última viagem ao espaço de Armstrong, que deixou a Nasa em 1971 e trabalhou a partir de então como engenheiro e como professor de Engenharia Aerospacial em Ohio, onde evitou as aparições públicas e entrevistas.

“Embora avaliasse sua privacidade, Neil sempre apreciou as expressões de boa fé de gente de todo o mundo”, assegurou sua família, considerando que o astronauta é “um exemplo para que os jovens sigam seus sonhos, tenham vontade de explorar e sirvam de forma desinteressada a uma causa maior que eles mesmos”.

“Se quiserem prestar homenagem a Neil, honrem seu exemplo de serviço, conquistas e modéstia, e a próxima vez que saiam em uma noite clara e vejam a lua no alto do céu, pensem em Neil Armstrong e enviem saudações”, concluiu a família.

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