Herson Capri é o entrevistado de Cunha Jr. para o programa Vitrine, da TV Cultura, que vai ao ar nesta terça-feira (04), às 20h40. O ator falou sobre seu último personagem em novelas, o banqueiro Horácio Cortez de Insensato Coração: “Fiquei com muito medo. Medo de não fazer bem. Uma coisa que se não fizesse bem, a culpa seria só minha, porque o Gilberto [Braga, autor da novela] fez bem. O Cortez foi bem construído, coerente, denso, não havia dúvidas”.

Capri ainda falou que os profissionais de sua área têm que saber lidar com o sucesso e também com o fracasso: “Ele pode ir ao fundo do poço, da agonia pelo esquecimento por parte do público, a um sucesso que é frágil, fulgaz, mas parece fortíssimo. O cara se sente Deus. Ele não é. Só está fazendo sucesso temporário”.

Já sobre o câncer no pulmão que o ator descobriu ter em 1999, ele comentou: “O raciocínio é: tenho câncer, vou morrer. Eu não fiz análise porque foi tudo muito rápido… Mas o que teve efeito terapêutico foi a minha mulher. Até na época que a gente soube do [Reymando] Gianecchini, o que eu falei é que o apoio da família e amigos é algo muito forte. É uma energia bacana que faz as vezes da terapia. Outra coisa é fazer exames. Porque se pega pequeno, a possibilidade de salvar é grande.”



Herson Capri sobre a fama: "O cara se sente Deus, mas ele só está fazendo sucesso temporário"

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