No começo desta semana, Lea Michele foi acusada de ter comportamentos inapropriados e racistas no set da série “Glee”. As denúncias foram feitas pela própria ex-colega de elenco, Samantha Ware, que interpretou Jane, e endossadas por outros atores, como Amber Riley (Mercedes) e mais recentemente Heather Morris (Brittany).

A atriz chegou a pedir desculpas em seu Instagram, apesar de dizer que “não lembra” de ter dito coisas que poderiam ser ofensivas, mas a exposição de Lea não parou por aí.  Na última quarta-feira (3), ela foi acusada de transfobia pela cantora e atriz trans Plastic Martyr.

Plastic compartilhou no Instagram que seu encontro com a atriz durante um Emmy Awards foi bastante traumático. A artista a descreveu como uma pessoa “extremamente desagradável”.

O incidente ocorreu há alguns anos, quando ambas estavam no banheiro feminino. “Eu ainda estava no meu processo de transição e ainda não era 100% ‘passável’ [como mulher]. Eu estava no banheiro, comecei a lavar as mãos e pedi licença para ela para alcançar o sabonete e ela disse: ‘licença? Licença para mim? Me dá licença você… Você percebeu que estamos no banheiro das mulheres'”, relatou Plastic.

“Lembro de fui de me sentir linda naquele dia para constrangida e e envergonhada”, compartilhou em seu Instagram.

Plastic afirmou na legenda que dividiu sua história não para “cancelar a carreira de alguém”, mas conscientizar o público que transfobia existe e “ninguém fala sobre isso”.

“A imprensa não cobre histórias sobre transgêneros, nossa experiência frequentemente é ignorada. Pessoas trans não são inimigas e nem uma piada. Já que o resto do mundo tenta nos silenciar, é o nosso trabalho usar nossas vozes para compartilhar nossas histórias e experiências. Espero que um dia as pessoas comecem a entender e a respeitar pessoas trans ao invés de nos verem como vilãs ou tirar sarro de nós”, desabafou.

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