O humorista Chico Anysio morreu nesta sexta-feira (23), aos 80 anos. Em agosto de 2010, ele foi internado no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, para a retirada de uma parte do intestino grosso. No final do ano, foi submetido a uma angioplastia e, durante o pós-operatório, diagnosticado com tamponamento cardíaco. Em 2011, teve várias passagens pelo hospital sempre com complicações no intestino e estômago. 

A carreira de Chico Anysio começou na Rádio Guanabara, onde foi radioator, comentarista de futebol e redator. Algum tempo depois, atuou nas rádios Mayrink Veiga, Clube de Pernambuco e Clube do Brasil. E foi no rádio que surgiu seu maior sucesso: A Escolinha do Professor Raimundo, que empregava os grandes humoristas do país.

Em 1957, na TV Rio, Chico Anysio estreou o programa Noite de Gala, que mais tarde seria transformado no Chico Total. Em São Paulo, trabalhou na TV Excelsior com o Chico Anysio Show, uma das grandes audiências da época. Além do trabalho na televisão, sempre realizou turnês com espetáculos solos.

Em 1968, Chico Anysio foi contratado pela Rede Globo, onde comandou vários programas com um grande número de personagens inesquecíveis que pareciam ter vida própria. Ele se afastou das atrações em 1996 depois de um acidente em que fraturou a mandíbula. Pouco antes, brilhou no cinema nacional com Tieta.

Após deixar o programa semanal, Chico Anysio atuou em algumas novelas e, nos dois últimos anos, foi protagonista de especiais de Natal.

Alberto Roberto, Azambuja, Bento Carneiro, Bozó, Coalhada, Haroldo e Justo Veríssimo são alguns dos personagens imortais de Chico Anysio. Mais do que tipos, o humorista criou bordões que passaram por gerações, como “Afffe! Eu tô morta!” e “Eu sou doooido por essa neguinha”, frases de Painho.

Na crítica religiosa, criou o “Podem correr a sacolinha…”, de Tim Tones. O humorista sempre insistiu em denunciar a situação educacional do país, com o comentário final do Professor Raimundo: “E o salário, ó!”

Também mostrou que os políticos só olhavam para o povo em ano eleitoral com o personagem Justo Veríssimo: “Quero que pobre se exploda”.

Família

Chico Anysio teve vários casamentos e oito filhos: foi casado com a atriz Nancy Wanderley, com quem teve o filho Lug de Paula, ator; com a vedete Rose Rondelli, com quem teve os filhos Nizo Neto, comediante, e Rico Rondelli, diretor de imagem; com a ex-frenética Regina Chaves, com quem teve o filho Cícero Chaves, DJ; com a atriz Alcione Mazzeo, com quem teve o filho Bruno Mazzeo, ator e roteirista; com a ex-ministra Zélia Cardoso de Mello, com quem teve dois filhos, Rodrigo e Vitória. Chico também tem o filho adotivo André Lucas. Casado atualmente com a empresária Malga Di Paula, o humorista era tio do ator Marcos Palmeira e da atriz e diretora Cininha de Paula; era tio-avô da atriz Maria Maya, filha de Cininha com o ator e diretor Wolf Maya.

Confira no álbum acima momentos marcantes de Chico Anysio e seus personagens.

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