Com o sucesso do vilão Max, em Avenida Brasil, Marcello Novaes conversou com o jornal O Globo, em entrevista publicada neste domingo (15). Num ritmo de gravação que chega a nove horas por dia, o ator brinca que só irá retomar sua vida em outubro deste ano, quando a trama chega ao fim.

“Eu, a Adriana [Esteves] e a Débora [Falabella] somos as pessoas que mais gravam. Adriana está numa entrega admirável, uma parte do sucesso da novela é só dela. É um ritmo pesado, desgastante, cansativo. E não é qualquer um que aguenta essa pedrada. Tem que estar preparado, com uma boa estrutura psicológica, com foco. É um personagem pelo qual abri mão de muita coisa. […] Mas é isso, a profissão é meu ganha-pão, a forma como sustento meus filhos. Preciso dela”, disse Marcello.

Ele também falou sobre a construção do personagem: “Apesar de vilão, ele é o típico malandro carioca, sujeito que conheço bem. Gosto do ser humano, de observar comportamentos. E já convivi com pessoas de todos os níveis e classes sociais. Não tenho preconceitos, sou contra radicalismos. Entendi a forma como o João [Emanuel Carneiro, autor da novela] escrevia. O Marcello é o oposto do Max, sou um cara correto e certinho. Desconheço a malandragem e o mau-caratismo, mas conheço as gírias e o jeito do personagem”.

O ator também comparou o sucesso que tem feito nesse papel ao da novela Quatro Por Quatro, em 1994: “O Max vem sendo um dos grandes desafios da minha vida, como o Raí foi. E eu sei como fazer. Tenho experiência e adquiri respeito dos diretores e dos colegas. Tenho plena noção de que um papel como esse só vem para o ator a cada 10, 15 anos. E veio num momento oportuno”.

Aos quase 50 anos, depois de dois casamentos com a empresária Sheyla Beta e a atriz Letícia Spiller, ele está solteiro: “Meus pais são casados há mais de 50 anos, e eu pensava que, para ser feliz, a gente precisava ter uma carreira, uma casa, uma mulher e filhos. Sempre fui casado e namorei, era uma atrás da outra. Mas não é assim e meu sofrimento agora é zero. Eu sou hetero, quero sim uma mulher, entendeu? Se eu fosse bissexual talvez as coisas estivessem mais fáceis… Infelizmente, gosto de mulher, vou fazer o quê?”

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