Marcello Novaes voltará às telinhas na pele de mais um vilão, agora na novela Além do Horizonte, da TV Globo, que substituirá Sangue Bom a partir do dia 04 de novembro. Mas, com isso, ele terá o desafio de fazer o público esquecer seu último trabalho na TV em Avenida Brasil (2012). Em entrevista para o jornal Diário de São Paulo, desta quinta-feira (17), ele comentou seu novo personagem.

“Estou tendo uma preocupação de tirar tudo o que eu dei para o Max, que foi praticamente tudo o que tinha. Eu me esvaziei nele. Mas aí está o desafio: fazer um novo vilão sem ser o Max. Ele era expansivo, falava alto. E estou tentando fazer o Kléber mais interiorizado, com mais suspense e verdade. Não que o Max não tenha sido feito com verdade, mas o Kléber é mais duro. O Max era um vilão quase apaixonante, pois cativou as pessoas com sua história triste”, disse o ator.

Ele ainda contou sobre sua volta às novelas após o grande sucesso da trama de João Emanuel Carneiro: “Eu não poderia voltar antes, pois as pessoas não acreditariam no Marcello fazendo outro papel. O Max ainda é muito marcante. Nas ruas, as pessoas me chamam de Max. Para eu desmistificar esse cara, vou ter de suar a camisa (risos)”.

Além disso, Marcello se surpreendeu com o convite para fazer Kléber: “Eu realmente não pensava que fosse fazer outro vilão tão rápido. Pensei que me chamariam para fazer comédia, que eu tanto fiz, cresci com ela e me dei bem. E me vem a surpresa, como o Ricardo (Waddington, diretor de núcleo) falou, de pegar os atores e colocá-los fazendo outras coisas ou, no meu caso, a mesma coisa diferente, o que não deixa de ser um desafio.”

Após 26 anos de trabalhos na TV Globo, ele comentou quais foram os destaques em sua carreira: “Você  ter a chance de fazer um Max é de  10 em 10 anos. Se você pensar em atores consagrados, quantos sucessos eles fizeram? Três, quatro? Todos  foram importantes,  mas os  marcantes foram Raí (de Quatro por Quatro) e Max.  Três letras. As pessoas ainda me chamam de Raí e Max”.

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