O antigo médico de Michael Jackson, Allan Metzger, testemunhou nesta segunda-feira (24) e afirmou que o cantor tinha uma insônia tão forte que nenhuma droga oral fazia efeito, então o Rei do Pop pedia analgésicos pesados para conseguir dormir. As informações são do site da revista People.

Ele é testemunha de defesa do Dr. Conrad Murray que está sendo julgado por homicídio involuntário de Michael. O médico disse que Jackson o visitou no dia 14 de abril de 2009 – dois meses antes de sua morte – pedindo que lhe aplicasse um anestésico muito forte que só poderia ser utilizado em hospital. “Avisei a ele que era perigoso e que não faria isso”.

“Ele me perguntou sobre medicamentos intravenosos para dormir. Michael usou a palavra ‘suco’”, diz Metzger. “Eu não acho que ele mencionou a palavra de uma medicação para dormir específica”, acrescenta o médico, que tratou Jackson por cerca de duas décadas e excursionou com ele, assim como Murray tinha planejado fazer. “Ele [Jackson] não acreditava que qualquer medicamento oral seria útil [para ele conseguir dormir].”

Os advogados de defesa estão tentando provar que Jackson era um viciado e que provavelmente tomou uma overdose de drogas sem conhecimento de Murray. Porém, o Ministério Público diz que Murray foi um médico negligente que, por U$ 150 mil por mês [algo por volta de R$ 261 mil], de bom grado dava ao superstar o que ele quisesse, incluindo níveis tóxicos do anestésico propofol. Eles também afirmam que não há evidências de que Jackson tenha tido a overdose.

Sem mais artigos