Monique Evans, de 56 anos, conversou com o Virgula Famosos, em entrevista exclusiva, poucos dias após anunciar em seu Twitter que o programa Sexo a 3, da Rede TV!, no qual apresentava um quadro, ia ser retirado da grade horária do canal.

“Quando me chamaram, o projeto já estava pronto e eu só entrei para fazer as externas. O programa estreou na semana seguinte que eu entrei. Era o que queria fazer mesmo, fiz o que me propus e fiquei muito triste de ter que acabar. A gente estava falando sobre coisas bem engraçadas, e falávamos de sexo de uma forma interessante”, revelou a loira.

Ela também disse sobre o motivo de alguns programas perderam espaço nos canais: “As grades hoje são muito apertadas. Os horários são comprados pelas igrejas por um preço que para as emissoras vale mais a pena, porque não gastam dinheiro para produzir o programa e ganham uma grana boa”.

Em sua longa carreira, Monique já foi uma das principais modelos do Brasil na década de 1970, também já atuou em algumas novelas, seriados e até no cinema. Além disso, ela apresentou programas como De Noite na Cama, Noite Afora, A Casa É Sua e TV Fama.

Adepta do improviso, ela conta como se dá bem em sua área: “Acho que as pessoas se preocupam muito em serem corretinhas, mas eu não me preocupo em errar, sou uma pessoa comum como o telespectador, que brinca de fazer televisão. Acho que o erro das pessoas é querer parecer sempre muito inteligentes, muito corretas. Aquele ponto que se usa na orelha, eu vivia tirando para todo mundo ver que ninguém me passava pergunta. Sentava ali sem ter ideia de quem era a pessoa. Para mim, as únicas pessoas que podem saber tudo é Marília Gabriela e Jô Soares”.

Além do elogio aos colegas de TV, ela ressalta o trabalho de Silvio Santos: “Eu já fui receber o Troféu Imprensa e ele me perguntou: ‘O que você faz, minha filha?’. Gente, como assim? Eu estava recebendo o prêmio e ele vai falar que não sabia o que eu fazia? A questão é que o Silvio quer ser exatamente igual a quem está assistindo, podem ter pessoas que não sabem quem está aparecendo na TV. Por isso que as coisas dão certo para ele”.

Ela conta que dificilmente dá dicas de trabalho para a filha Bárbara Evans, de 21 anos, que segue a carreira de modelo, a mesma que fez Monique um dos mitos da moda nacional: “Ela não gosta dessas coisas, nunca me procurou para eu dar conselho profissional. Só falo como mãe. Recentemente, achei que ela estava muito magrinha e disse: ‘Olha filha, pega leve, não fica tão magra’. Mas na carreira, ela tem uma empresária que toma conta de seus trabalhos, então normalmente eu não me meto não”.

Fã assumida de reality shows, ela já participou duas vezes de A Fazenda, da Record – na terceira edição em 2010, na qual foi eliminada na primeira semana, e teve a oportunidade de voltar e ser finalista na quarta edição. Ela revelou ter mudado seu pensamento sobre esse tipo de atração.

“Sobre o BBB não mudei, mas sobre A Fazenda, sim, porque eu sei exatamente todos os problemas que tem lá dentro. A gente trabalha muito e o público não vê. No BBB ninguém trabalha, mas lá a gente acorda e tem que ralar o dia inteiro. É punk e ninguém fala com você [em relação a produção do programa]. Você pode estar passando mal, mas só falam com você por uma voz que já está gravada. Aqui fora, você não imagina que é desse jeito mesmo”, disse

E conclui: “Quando eu participei, não me interessei em me ver quando eu saí, só que agora está todo mundo falando isso: ‘Será que não te mostraram ou te mostraram de outra maneira’. Antes eu achava que edição não queria dizer nada, mas hoje eu acho que edição vence jogo”.

Monique ainda comentou sobre as duas maiores rivais desta edição, que termina nesta quarta-feira (29): “Vendo a Vivi [Araújo] e a Nicole [Bahls], fiquei fascinada pela Nicole. Mas por quê? Porque não mostraram nada da Vivi. É impossível ela não ter feito nada, bem ou mal, ela fez. Realmente, eu me apaixonei pela Nicole, mas porque só mostraram ela”.

A apresentadora também está preparando a sua biografia, que deve ser lançada no meio de 2013: “Eu vou escrever uma parte, mas vou ter a ajuda de um ‘ghost writer’ [escritor que ajuda o autor do livro a escrever sua história], porque eu tenho DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) e essa pessoa vai me ajudar com os meus amigos, minha família, a colher informações. Tem uma parte da minha vida que eu não lembro. E vamos ver como iremos fazer num livro só, porque tem muita história”.

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