Tá difícil defender, pessoal

TV Globo/Reprodução Tá difícil defender, pessoal

O caso José Mayer tem jogado muitas verdades no ventilador nos últimos dias. O ator foi acusado pela figurinista Susllem Tonani de assédio sexual, após ficar mais de oito meses perseguindo ela, ter tocado em suas partes íntimas sem consentimento e chamado-a de “vaca” nos bastidores de A Lei do Amor, novela das 21h que chegou ao fim no dia 31 de março. 

Ele, em carta aberta, pediu desculpas. “Mesmo não tendo tido a intenção de ofender, agredir ou desrespeitar, admito que minhas brincadeiras de cunho machista ultrapassaram os limites do respeito com que devo tratar minhas colegas. Sou responsável pelo que faço”, disse.

Além disso, Caio Blat, em um evento na noite de terça-feira (4), saiu em defesa do colega de trabalho e classificou o assédio como “brincadeira fora de tom”. “José Mayer é uma pessoa que a gente conhece. A declaração que ele deu hoje foi brilhante. A forma como ele se colocou foi perfeita. Ele não representa ameaça a ninguém. Fez uma brincadeira fora de tom, e na presença de outras pessoas. Não houve intimidação”, classificou.

Até a esposa do global, Maria Ribeiro, se posicionou contra a declaração.

Agora, foi a vez de Oscar Magrini. “Acho que não só aqui na Globo como em todos os lugares sempre existiu o assédio, da própria mulher também em cima do homem, mas a minha liberdade termina onde começa a sua”, disse ele, durante o programa Encontro nesta quarta-feira (5). Depois, o ator completou: “É uma sociedade machista, fez-se tanto tempo lá atrás, mas não existe como chegar agora e eu não te respeitar porque você está mais ousada, de minissaia e eu tenho que abusar ou passar a mão ou falar alguma coisa. A mulher também neste sentido tem que saber se colocar para não instigar o outro.” Ou seja, tá realmente difícil defender os homens no Brasil.

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