Um dos maiores bateristas da história do rock, Ringo Starr completa 71 anos, nesta quinta-feira (07). O ex-beatle é casado com a atriz Barbara Bach há mais de trinta anos e continua sua carreira musical fazendo turnês com a sua All Starr Band.

Entre os integrantes dos Beatles, ele foi o que menos compôs músicas, apenas “Don’t Pass Me By”, para o Álbum Branco (1968) e “Octopus’s Garden” para o álbum Abbey Road (1969). Em parceria com os outros, fez “What Goes On” do Rubber Soul (1965), “Flying” do Magical Mystery Tour (1967), “Maggie Mae” e “Dig It” do Let it be (1970).

Apesar do sucesso, Ringo foi muito criticado durante sua trajetória na banda, sendo chamado de medíocre por diversos músicos e até por seu parceiro John Lennon, que, em uma ocasião, ao ser perguntado se Starr era o melhor baterista do mundo, ele respondeu: “Ele nem é o melhor baterista dos Beatles”.

Lennon se referia ao fato de Paul McCartney também tocar o instrumento e ter gravado a bateria em duas canções do disco Álbum Branco. Em 1968, após a declaração do amigo, Ringo chegou a sair da banda, mas voltou depois de duas semanas por insistência dos demais integrantes.

Para se defender das críticas, ele usava a frase: “Dizem que não toco muito bem, mas sou o baterista da melhor banda do mundo. Logo, sou o maior baterista do mundo!”.  No entanto, ele popularizou um modo de tocar bateria com igual força em ambas as mãos, indo contra ao estilo da época.

Após o fim da banda, ele chegou a lançar 15 álbuns em carreira solo e também com sua atual All Starr Band. Além da música, Ringo também chegou a se aventurar como ator no cinema e na televisão, atuando em filmes como The Magic Christian (1969), O Filho de Drácula (1974) e adaptação para TV do filme Alice no País das Maravilhas (1985).

Neste ano, em novembro, ele se apresentará, pela primeira vez, no Brasil, fazendo shows em Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília e Recife.

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