Halle Berry e Jennifer Garner devem estar comemorando. O projeto de lei, que as duas atrizes se empenharam para ser aprovado, e que proíbe os paparazzi de assediar crianças filhos de famosos foi assinado pelo governador do estado da Califórnia, Jerry Brown, na quarta-feira (24).

A lei leva o nome de Berry e visa proteger a privacidade dos filhos de figuras públicas e a partir do dia 1° de janeiro de 2014, qualquer paparazzo que for acusado de assediar um menor que tenha sido escolhido devido à profissão de seu pai ou mãe (atores famosos, cantores, estrelas de reality shows, políticos, etc) pode passar até um ano de prisão.

Multas também podem ser impostas. US$ 10 mil (R$ 22 mil) para a primeira violação, US$ 20 mil (R$ 44 mil) para o segundo e até US$ 30 mil (R$ 66 mil)  para o terceiro. A lei também permite que o pai ou responsável da criança que está sendo assediado para buscar a responsabilidade civil.

“As crianças não devem ser alvo dos tabloides, nem de assédio permanente”, disse o senador Kevin de León, de Los Angeles, durante a defesa do projeto. ” Ela (a lei) dará às crianças, não importa quem é seu pai, proteção contra assediadores que vão a extremos para transformar sua imagens em clique e em dinheiro”.

Berry foi acompanhada com a atriz Jennifer Garner, em agosto, para depor perante os legisladores da Califórnia, alegando que os fotógrafos seguiam sua filha aonde quer que ela fosse e ainda a insultavam.

Em comunicado, Halle escreveu: “Sou grata aos inúmeros pais que trabalham como atores, músicos, bem como profissionais da medicina, saúde mental, advogados, juízes e policiais que tiveram seus filhos sendo perseguidos e maltratados (pelos paparazzi). E assim evitamos colocar nossos filhos em situações perigosas devido à profissão dos pais.É para todos nós que me alegro hoje e espero que essa luta continue e que a devida aplicação desta lei vá realmente fazer um impacto positivo na vida quotidiana de todos os nossos filhos”.

No Brasil, uma atriz também ganhou nome em lei: Carolina Dieckmann, que tipifica os chamados delitos ou crimes informáticos.

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