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(Foto: reprodução) Pabllo Vittar

Nesta semana, a Revista Trip fez uma retrospectiva de 2017 em seu Facebook e postou um vídeo exclusivo com Pabllo Vittar, a drag queen mais comentada do Brasil e dona de um dos hits mais pegajosos do ano, K.O. Na entrevista, Pabllo diz que “ser afeminado é revolucionário”, e explica: “Revolucionário no sentido de dar a cara a tapa, sabe? São as afeminadas que estão ali na posição de frente, que levam o baque primeiro. Elas que são apontadas e levam lâmpada na cara, entendeu?”

Pabllo também comemora a visibilidade que alcançou este ano: “Uma drag estar conquistando esse espaço é muito importante. Se eu estou aqui hoje dando entrevista montada de drag é porque muita gente morreu para eu poder ocupar esse espaço”.

Sobre os haters, que são muitos, a drag esnoba: “Não vou perder o meu tempo lendo haters. Eles estão falando o meu nome e o mundo está girando”.

Das pessoas que não a respeitam, ela relembra um história triste e marcante: “Uma vez na escola um rapaz jogou um prato de sopa quente na minha cara porque na cabeça dele eu tinha que agir como homem e falar com voz de homem. Ser homem. Vamos respeitar e ser respeitado que todo mundo gosta, né”.

Ao fim do vídeo, Pabllo desfila: “Sou drag, sou feliz e sou bonita. Quando estou montada, sei lá, parece que baixa um negócio em mim. Quando coloco a peruca ninguém me tomba”.

Assista ao vídeo:

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