Nessa minha viagem pesquisando a sexualidade de vários países (para um programa do Multishow), tenho adorado perceber as diferenças e peculiaridades entre as mulheres de cada lugar. Na Jamaica, por exemplo, elas costumam ter um homem para cada ocasião. Se tem um que é bom para transar, outro para ter papos interessantes e outro para aquele momento carente de domingo à noite, elas simplesmente não escolhem, ficam com todos.

Não é uma ideia ótima? Um amigo querido que fiz lá (as pessoas são incríveis, energia linda e papos ótimos) me disse que isso acontece com muita frequência, estar ficando com uma mulher e de repente descobrir que ela está com vários, fazendo esse jogo. E isso leva a um outro fato interessante: elas tem muitos filhos de pai diferentes e isso não é uma questão, essa estrutura não tradicional não é questionada em nenhum momento.

Meu amigo contou também, reclamando, que elas não curtemhomens sensíveis, que eles precisam mostrar uma macheza pra conquistá-las. Achei tudo muito interessante e livre (poderia ficar escrevendo sobre cada um desses pontos) mas adorei essa coisa de ter vários homens. Faz todo sentido.

Quanto mais o tempo passa mais a gente percebe que o ideal de ter tudo numa pessoa só é algo muito distante da realidade. Especialmente com essa nossa realidade virtual e os relacionamentos paralelos que vão se construindo ali através das várias opções e conexão imediata que temos através das redes sociais – e as consequências que ela acarreta na maneira como nos relacionamos na “vida real”.

Cheguei a escrever um texto sobre isso no meu blog questionando essa frivolidade dos relacionamentos atuais. Lembro que na época ainda vi um filme que era analogia mais perfeita pra essa questãono nosso tempo, Her do Spike Jonze.

Mas eis que através desse livre olhar das mulheres jamaicanas me peguei pensando que esse tal amor líquido, que essa fragmentação da qual a gente tanto reclama seja algo inevitável e que mereça um outro olhar também. Por que não ver pelo lado bom e se aproveitar disso? Talvez seja a leveza que essa viagem tem me proporcionado (ou a maconha jamaicana haha) mas o fato é que essa me pareceu uma opção realmente realista e criativa.

Sem mais artigos