Em entrevista publicada nesta quarta-feira (14), no jornal O Estado de S. Paulo, o ator Wagner Moura, de 37 anos, disse estar feliz pelo seu próximo projeto, uma minissérie sobre Pablo Escobar que será dirigida por José Padilha, que o fará ficar dois anos na Colômbia, onde ocorreram as filmagens.

“Tenho o maior amor por esse País, mas não está dando para viver aqui. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou gostando que meu próximo projeto vai me tirar do Brasil por uns dois anos”, afirmou o ator.

Para o ator, o pior é o preconceito e o conservadorismo do país. Desacreditado, ele também criticou a política: “O PT não inventou o toma lá/dá cá, mas o institucionalizou (… ) Eduardo Paes governa com a iniciativa privada (…) Tenho um carinho muito grande por Marina (Silva), mas não estou nem um pouco convencido com Eduardo Campos. Me decepciona a proximidade dele com Aécio Neves, que é o candidato da agroindústria”.  

“Vão me chamar de demagógico, mas o projeto de reurbanização de Medellín (na Colômbia, onde ele filmará a série de Padilha) realmente privilegia os necessitados. O metrô sai de dentro das favelas, e elas estão sendo urbanizadas. No Brasil, temos as UPPs, que são um primeiro passo, mas a coisa não vai adiante. São os mesmos policiais, olha a quantidade de denúncias”, continuou Wagner Moura.

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