O chefão da Fórmula 1, o britânico Bernie Ecclestone, enfrenta desde a última terça-feira (29) um julgamento no Tribunal Superior de Londres relacionado a um suposto caso de corrupção, o qual teria sido articulado para assegurar sua posição de influência nos negócios da categoria.

Ecclestone, que ontem completou 83 anos, é acusado de ter firmado um “acordo corrupto” com um banqueiro para facilitar a venda de participações da Fórmula 1 a um comprador próximo a seus interesses, declarou o advogado do grupo de comunicação alemão Constantin Intermedeiem.

A companhia alemã, que alega perdas econômicas devido à suposta ação corruptiva do patrão da F1, acusa Ecclestone de ter alcançado um acordo com o banqueiro Gerhard Gribkowsky durante uma reunião realizada na capital britânica.

Ecclestone não esteve presente na primeira sessão do processo, que, por sua vez, deverá se prolongar por várias semanas.

No mês de julho, a promotoria de Munique (Alemanha) acusou formalmente o empresário britânico de suborno pelo suposto pagamento de US$ 44 milhões ao antigo diretor do banco público bávaro BayernLB.

Segundo a promotoria alemã, Ecclestone pactuou um suborno com o banqueiro Gerhard Gribkowsky durante o processo de venda das participações que a entidade bávara tinha nos negócios da Fórmula 1.

O banqueiro teria recebido em 2006 a incumbência do banco BayernLB, do qual tinha o domínio do conselho de administração, de vender sua participação na F1, operação na qual trabalhou estreitamente com Ecclestone.

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