A escola Politécnica da USP foi palco do 19° Robocon. O evento de robótica reuniu alunos das principais escolas de engenharia do mundo – Estados Unidos, Coréia, Japão, França, Tailândia e Brasil – na última sexta-feira.

Os 48 estudantes formaram oito grupos, constituídos por alunos das diferentes nacionalidades, que tinham o desafio de construir, em 10 dias, robôs para a produção e transporte de etanol.

O maior desafio, no entanto, foi conseguir quebrar a barreira da comunicação. “A língua que todos nós usávamos era o inglês. Isso não foi motivo para que alguém não participasse da construção dos robôs. A mímica ou o desenho foram as principais ferramentas usadas quando tentávamos explicar alguma coisa”, comentou o estudante da USP Ideberto Charles de Souza.

O evento existe desde 1990 e foi criado pelo Massachussets Institute of Technology (MIT) e pelo Tókio Institute of Technology (Titech). A escola Politécnica faz parte desde 1993. Este ano, o Brasil sedia o campeonato pela segunda vez. A primeira foi há dez anos.

A professora Larissa Driemer, coordenadora do evento, falou sobre a organização do campeonato. “Foi bastante trabalhoso, mas compensador. Eu já participei de quatro Robocons, que me deram muita base para conseguir organizar o evento este ano em São Paulo.”

Os alunos que participam do Robocon têm uma postura diferente na faculdade. “Geralmente, após o evento, cresce o numero de alunos interessados pelo diploma duplo (o estudante do curso de Engenharia pode cursar metade da faculdade em uma universidade estrangeira e o diploma vale nos dois países). A participação no Robocon facilita a aprovação nas universidades no exterior”, disse o professor e também coordenador do evento, Gilberto Martha de Souza.

Os alunos que participam do evento têm um diferencial no currículo: a capacidade de adaptar-se a diferentes realidades, como trabalhar em grupo e tentar se comunicar com pessoas de línguas e culturas diferentes.

Os estudantes estrangeiros só tiveram a chance de conhecer a cultura brasileira através do contato constante com os alunos da Poli. “A comunicação para mim não foi muito difícil, já que todos falavam inglês. A única coisa chata foi que não tivemos muito tempo para conhecer a cidade, já que íamos para a USP às 8h e voltávamos para o hotel às 20h”, comentou o estudante do MIT, Kevin Plumer.

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