Além do Kinect, do Move e do Wii, o futuro do videogame aponta para uma total integração do software com o ambiente dentro e fora de casa, como foi demonstrado nesta semana na feira Electronic Entertainment Expo (E3) de Los Angeles.

Empresas como a americana Aiken Labs assentaram as bases de um ecossistema de videogames livre de ataduras espaciais, prescindindo dos sensores ópticos utilizados por Nintendo, Microsoft e Sony para levar a ação a qualquer parte e onde os usuários são os únicos protagonistas.

O sistema, denominado Immersive Motion, emprega ondas de rádio para capturar os movimentos dos jogadores através de um equipamento de sensores que combinam o potencial de um giroscópio, um magnetômetro e um acelerômetro para determinar tanto a orientação como a posição.

“Acreditamos que é uma melhora sobre os sensores ópticos porque você não necessita preparar um espaço. Tem muitas vantagens quando é usado em casa, mas é realmente um grande avanço em ambientes exteriores”, disse à Agência Efe o presidente da empresa, Chris Aiken.

Essa tecnologia permitirá, por exemplo, que jogadores equipados com sensores detectem outros jogadores em qualquer lugar e possam lutar virtualmente com feitiços e truques apenas com o movimento de suas mãos, sem a necessidade de usar nada mais que um dispositivo portátil de bolso.

Em sua versão doméstica, o Immersive Motion terá o poder de trocar teclados, comandos, ou mouses por sensores que podem ser conectados atados ao corpo com um velcro ou estar incorporados em uma infinidade de objetos que substituirão as funções dos botões e teclas para interagir com os jogos.

A companhia garantiu que o sistema requer uma entrada USB, por isso inicialmente funcionará apenas em computadores e no PlayStation3, mas Aiken adiantou que já estão trabalhando para levar a ferramenta a Xbox e Wii. A Aiken Labs deve lançar seus sensores de rádio para casa em agosto, enquanto a versão móvel sairá em dezembro.

Os produtos dessa companhia acentuam a tendência do setor dos videogames a acrescentar cada vez mais dimensões às experiências dos jogadores, o conceito de “realidade replicada”.

A companhia Forth Dimension Displays, por exemplo, desenvolveu um protótipo de capacete, que parece tirado de um filme de ficção científica, com o qual o usuário é introduzido em um ambiente virtual multisensorial.

O jogador fica isolado do mundo e entra em um universo de jogos em 3D que faz o jogador “sentir como se estivesse realmente ali”, segundo afirma a empresa que confirma que o projeto ainda não está terminado.

“Estamos entrando em uma era dourada do setor”, declarou à Efe o diretor de vendas da Innex Video Game Accessories, líder mundial de distribuição de periféricos para videogames, Jorge Martínez.

“Em dez anos o Kinect e o Wii não vão se parecer em nada ao que são agora, talvez tenhamos trajes completos com sensores para jogar. A indústria está realmente avançando nessa direção”, afirmou Martínez.

Outro dos fenômenos que pouco a pouco abrem caminho entre os usuários de tecnologia é o da realidade aumentada, uma tecnologia com múltiplas aplicações que permite aos usuários ver através de seus telefones, tablets ou consoles portáteis elementos virtuais integrados em um ambiente real.

A feira E3, encontro anual para profissionais do setor do videogame mais importante do mundo, é realizadA no Centro de Convenções de Los Angeles e este ano teve como protagonistas a segunda geração dos consoles Wii, o Wii U, e o novo portátil da Sony, PS Vita.


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Feira E3 desenha futuro "hipersensorial" para videogames

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