Você pode nunca ter ouvido falar do inglês, naturalizado americano, de 67 anos John MacAfee, mas provavelmente já ouviu falar do antivírus que leva seu nome. E também não havia muitos motivos para conhecer MacAfee. Pelo menos não até ele se enolver numa enrascada e ganhar a atenção da mídia mundial.

A história, que parece um enredo de um filme, começa quando John MacAfee foi acusado de ter assassinado o também americano Gregory Faull, seu vizinho em Belize (um pequeno país da América Central onde vive).

Em entrevista a revista Wired, McAfee afirmou que é inocente, mas que vai ser morto se ele se apresentar para a polícia. Gregory Faull, o assassinado, teria prestado queixa contra MacAfee, reclamando de seu “comportamento instável”.

Segundo a entrevista concedida à Wired, tudo não passa de uma emboscada para expulsá-lo do país. De acordo com MacAfee a polícia teria envenenado seus cachorros para que ele pensasse ter sido seu vizinho e cometesse o crime. Ainda de acordo com o agora foragido, em abril, a polícia invadiu sua casa dele, acusando-o de produzir metanfetamina e possuir armas sem licença. Acusações que foram retiradas.

A história ganha contornos mais bizarros com a publicação de um suposto diário de John MacAfee em um fórum da internet em que o criador do antivírus afirma ter um harém e que uma de suas mulheres era uma assassina.

Por enquanto, John MacAfee continua foragido. As informações são do jornal The Telegraph e da revista Wired.

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