O diretor-geral do Google Brasil, Fábio José Silva Coelho, foi preso por policiais federais na quarta-feira. O motivo foi que o Google não tirou do ar vídeos postados no YouTube contra o candidato a prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). 

A gigante de buscas alegava que a responsabilidade do conteúdo dos vídeos é de quem posta, e portanto não podia retirar o vídeo do ar. A prisão do diretor da empresa durou menos do que um dia, e Fábio José Silva Coelho foi solto na noite de quarta, mas a empresa acabou acatando a ordem judicial e retirou o vídeo.

Em contrapartida, o site divulgou, por meio de seu blog oficial, uma carta aberta em prol da liberdade de expressão na rede.

O documento, entre outras coisas afirma: “Estamos profundamente desapontados por não termos tido a oportunidade de debater plenamente na Justiça Eleitoral nossos argumentos de que tais vídeos eram manifestações legítimas da liberdade de expressão e deveriam continuar disponíveis no Brasil.”

“Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU prevê: “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão”(…) Ironicamente, o usuário que publicou um dos vídeos acabou por removê-lo e fechou sua conta no YouTube – esse é apenas um exemplo dos efeitos intimidatórios do episódio para a liberdade de expressão”, é como termina a carta escrita pelo diretor da empresa no Brasil.

O vídeo em questão acusa o candidato, utilizando de um depoimento dado pela vítima à justiça, de ter, entre outras coisas, obrigado uma amante sua a realizar aborto. Apesar da publicação original ter sido retirada do ar, existem cópias enviadas por outros usuários no site.

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