Poucos dias antes de 1º de maio, quando serão completados 20 anos da morte de Ayrton Senna, três dos principais pilotos da atualidade na Fórmula 1, lembraram do tricampeão mundial, durante o fim de semana da disputa do Grande Prêmio da China, em Xangai.

Entre os pilotos da atualidade, um dos que mais se emocionam ao falar de Senna é o britânico Lewis Hamilton, atualmente na Mercedes, fã declarado do brasileiro, a quem define de “lenda incrível”.

“Sempre falo isso: quando era criança, tinha todos os livros, todos os vídeos. Era o piloto que eu admirava antes mesmo de começar a pilotar. De alguma maneira, me inspirou a ser piloto”, afirmou o campeão do mundo em 2008.

Hamilton nunca escondeu que foi especial conquistar o título no Brasil, país do ídolo. Três anos depois, ainda na Mclaren, correu em Interlagos com capacete igual ao que Senna utilizava, com faixas amarelas, verdes e azuis. O britânico também não esconde o sofrimento com a notícia da morte do tricampeão.

“Foi muito difícil para mim deixar transparecer minhas emoções para minha família. Fui para um lugar tranquilo e isolado durante vários dias, porque, de verdade, meu herói havia morrido”, conta o piloto da Mercedes.

Felipe Massa, único representante do país atualmente no grid categoria, também se recorda bem de todos os acontecimentos desencadeados pelo trágico acidente sofrido por Senna na curva Tamburello, no circuito de Ímola, em San Marino.

“Todo mundo se lembra daquele dia, e eu me lembro muito bem, porque sou brasileiro e porque talvez ele fosse o esportista brasileiro mais famoso”, disse o piloto da Williams.

“Acho que 20 anos depois, Senna continua sendo parte de nossa memória. Foi muito duro, de verdade, houve uma grande reação de todo mundo. Eu me lembro das pessoas chorando na rua, no colégio me lembro de ver meus amigos chorando. O Brasil parou naquele dia, e durante toda aquela semana”, completou Massa.

Bicampeão mundial, o espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, confessou que se desdobrava para acompanhar automobilismo e, principalmente, Senna, que era “uma inspiração” durante a infância.

“Lembro que ia para a escola, e em meus cadernos não tinha fotos de mulheres, mas tinham de Ayrton. Inclusive, meu primeiro kart tinha as cores da Mclaren dele, porque meu pai também era um grande fã”, afirmou.

Em 1º de maio de 1994, quando liderava o GP de San Marino a bordo de uma Williams, a barra de direção do carro quebrou e Senna bateu fortemente contra o muro. A equipe médica rapidamente atendeu ao brasileiro, que morreu horas depois em um hospital na cidade italiana de Bolonha.

Aquele foi o terceiro acidente, o segundo fatal, do fim de semana. Na sexta-feira, Rubens Barrichello se chocou gravemente contra o ‘guard rail’, e no dia seguinte o austríaco Roland Ratzenberger bateu fortemente no muro e morreu no hospital.

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