Nesta semana, um conflito civil voltou a influenciar o mundo do esporte com o adiamento do GP do Bahrein devido à revolta da população a favor da democracia e contra a ditadura. No entanto, infelizmente, essa não é a primeira vez que movimentos políticos têm reflexo direto em eventos esportivos.

Disputada de quatro em quatro anos desde 1930, a Copa do Mundo de futebol só não foi realizada nos anos de 1942 e 1946. Nesses anos, o torneio foi cancelado devido à 2ª Guerra Mundial que assolava diversos países.

Em 1936, os Jogos Olímpicos também já haviam sido influenciados pela mesma guerra. Realizado em Berlim, as Olimpíadas não contaram com a participação dos EUA, que não compactuavam com a propaganda do regime nazista que se tornou o evento. O Comitê Olímpico Internacional (COI) também tentou evitar a competição, mas não obteve sucesso.

Assim como aconteceu com a Copa do Mundo, as Olimpíadas de Tóquio, em 1940, e Londres, em 1944, tiveram de ser canceladas por causa da grande guerra mundial.

Em 2008, as Olimpíadas voltaram a entrar em polêmica política. Devido a situação dos moradores do Tibet, os Jogos de Pequim foram alvos de diversas manifestações que eram contra a realização do evento no país. Apesar disso, o COI não chegou a cancelar a competição.

Os Jogos Olímpicos também foram alvos de problemas políticos em 1972. As Olimpíadas de Munique ficaram marcadas por um atentado terrorista quando três bandidos sequestraram e mataram 13 atletas israelitas.

Os terroristas deram o que falar também nas Olimpíadas de Atlanta em 1996. Uma bomba no Parque Centenário explodiu, deixou mais de cem feridos e dois mortos, e quase cancelou a edição daquele ano. A competição só não foi paralisada porque Bill Clinton, presidente dos Estados Unidos na época, garantiu a segurança de todos os atletas.

Voltando ao mundo do futebol, em 2010, um ônibus da seleção de Togo foi metralhado em Cabinda, Angola, quando a equipe se dirigia para a cidade onde disputaria a Copa das Nações Africanas. O local é alvo de duelos separatistas e a Confederação Africana de Futebol havia recomendado que o transporte pela região fosse feito de avião.

Após o ataque, muitos pediram o cancelamento do torneio, mas no fim a Confederação Africana de Futebol confirmou a realização. Togo preferiu não jogar.

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