Se você joga, possivelmente já recorreu ao YouTube para assistir a tutoriais, análises, tirar dúvidas, sem falar dos streamings e de como ficou fácil se conectar a outros jogadores com a ajuda da internet e redes sociais. Diante dessas plataformas, a mensagem de texto – que parece tão obsoleta – entrou em cena novamente para ajudar esses gamers.

Nos Estados Unidos, surgiu o Games and Online Harassment Hotline (GOHH), uma linha de atendimento rápido voltado ao público gamer que, via mensagem de texto (SMS), o usuário pode falar sobre seus problemas emocionais. A partir deste pedido de “socorro”, um profissional que entende o linguajar e dinâmica social da comunidade o atenderá.

A linha atende pessoas a partir de 13 anos, de segunda a sexta, mas apenas no território estadunidense.

O intuito do programa é criar um espaço confidencial para que essas pessoas possam encontrar o acolhimento que não têm em outro lugar. No entanto, os idealizadores são claros: o GOHH não tem o poder de reportar casos de assédio às autoridades (para essas situações, incentivam o próprio usuário a tomar esta decisão), e também não é uma forma de terapia online.

A ajuda não é restrita apenas a jogadores ou profissionais da indústria. “É para pessoas que fazem [os games] e jogam”, explicou a diretora executiva Anita Sarkeesian ao site Wired. “[É para] streamers, competidores, imprensa, fãs, minha mãe que joga Candy Crush. Não há uma barreira aqui, não há uma prova para ser aceito no nosso espaço. Se você faz parte dele, estamos aqui por você”, afirmou.

Entre os problemas que a linha direta lida estão: crise de exaustão, isolamento, solidão, depressão, assédio online, abuso, medo de ter causado algum mal e querer um espaço para falar sobre o problema, entre outros.

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