A cidade universitária de Macaé espera receber, no início das aulas de 2014, 4 mil alunos, todos estudantes das instituições públicas que possuem campi ali: UFF (Universidade Federal Fluminense), da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e a municipal Femais (Faculdade Miguel Ângelo Silva Santos). Mas se depender da prefeitura e da própria reitoria da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), a oferta de vagas deve aumentar ainda mais em breve. Na semana passada, ambos assinaram um convênio que prevê, inicialmente, a instalação de laboratórios de pesquisa, e, numa segunda etapa, cursos universitários.

A UERJ vai ser abrigada num terreno de 20 mil metros quadrados cedido pelo poder municipal, onde um grande galpão será construído para receber os pesquisadores do Laboratório de Adesão e Aderência, do Instituto Politécnico, que atua na ciência e tecnologia de materiais. Depois, possivelmente chegará ali o Centro de Tecnologia e Ciências da Escola de Desenho Industrial. “A parceria com a UERJ vem sendo construída desde meados de 2013. Queremos conseguir atender à demanda interna de Macaé que precisa de aprimoramento, conhecimento”, diz o presidente da Fundação Educacional de Macaé (Funemac), Gleison Marinho, um dos responsáveis pela empreitada. “E oferecer mais uma possibilidade de estudo para as pessoas que por aqui vivem e circulam”, completa.

Localizada na Bacia de Campos, Macaé tem, naturalmente, vocação econômica para a área de petróleo, e o crescimento desta indústria fez triplicar a população da cidade nos últimos dez anos – a Bacia é responsável por 80% da produção de petróleo e 47% da produção de gás natural do país. Com o investimento em ensino superior, sobretudo a chegada da UERJ, o município amplia sua capacidade de capacitar e, assim, absorver boa parte dos empregos oferecidos pela indústria do petróleo. “Este processo de interiorização dos cursos e polos de pesquisa das universidades públicas começou nos anos 90 e nós recebemos a UFF aqui. Depois vieram as outras”, conta Gleison. Além da chegada da UERJ, a UFRJ vai ampliar, até julho do ano que vem, o campus dentro do complexo universitário: recebeu da prefeitura um terreno de 62 mil metros quadrados.

Hoje, entre os cursos superiores oferecidos na cidade aos 4 mil alunos estão os de tecnologia da informação, engenharia de produção, administração e medicina. A Funemac estima que as obras dos laboratórios no novo campus devam ficar prontas até o início do ano que vem, mas as salas de aulas ainda não têm datas para receber os primeiros alunos. “A área de ensino de graduação e pós vai chegar quando o corpo técnino e os professores alocados estiverem ambientados, e haja assim um movimento para começar os cursos. Agora, abrimos a porta”, explica Gleison.

Sem mais artigos