A imprensa alemã foi ouvir médicos especialistas para comentarem sobre o caso do ex-piloto de Fórmula 1, Michael Schumacher. Na opinião dos doutores, o acidente de esqui sofrido em dezembro de 2013 pode deixar o heptacampeão em estado vegetativo.

Os especialistas que deram declarações à revista Focus afirmaram que o ex-piloto “pode ficar em coma para sempre”, já que normalmente pacientes que são submetidos a coma induzido são despertados após duas semanas.

“Pode ter havido complicações. Não deveríamos especular aqui. Estamos falando aqui de vida e morte. Um coma pode, em tese, ser mantido por toda uma vida. Isso não danificaria o cérebro humano”, disse à publicação o neurocirurgião Andreas Zieger, da Clínica Universitária de Oldenburg na Alemanha. O médico ainda ressaltou que estresse no fígado diante do uso de anestésicos, atrofia muscular e aumento da pressão intracraniana, resultante da falta de circulação de líquido cefalorraquidiano (LCR) podem ser outras possíveis sequelas.

Já o jornal Bild deu o seu parecer extraoficial – pois a informação não partiu diretamente da assessoria do ex-piloto – dizendo que “não há planos para despertá-lo diante da gravidade do caso”. Inclusive, o sigilo de informações oficiais sobre seu estado de saúde é destaque no  Daily Mail, que disse que “o silêncio de seus agentes e da equipe médica que o trata em Grénoble leva muitos a temer pelo pior”.

Outro especialista que apareceu na imprensa local para falar do caso foi o neurologista da cidade de Colônia, Gereon Fink. Segundo ele, “se as lesões forem tão severas a ponto de atingir o paciente, ele é mantido em um coma induzido” e “dependendo da região do sangramento, a hemorragia pode levar a uma paralisia unilateral, desordens de fala ou mudanças de personalidade”, disse o doutor.

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