A ONU fez um alerta nesta segunda-feira sobre o crescente uso da internet para glorificar, planejar e cometer atentados terroristas, acrescentando que é “cada vez mais comum” a utilização da “rede” em alguma de suas fases de preparação.

Esta é a principal conclusão da publicação “O Uso da Internet Para Fins Terroristas”, divulgada hoje em Viena pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC).

“Potenciais terroristas usam a última tecnologia da comunicação para alcançarem uma audiência mundial, de forma relativamente anônima e com um baixo custo”, explicou o diretor da UNODC, Yuri Fedotov, em uma entrevista coletiva na capital austríaca.

De acordo com a publicação, os grupos terroristas utilizam a internet para recrutar, financiar e divulgar a propaganda de quem glorifica a violência, declarou o alto funcionário da ONU em entrevista coletiva.

As organizações terroristas também fazem uso da internet para treinar e incitar seus seguidores a perpetrar atentados, aponta o relatório, o primeiro com este perfil que é divulgado pelas Nações Unidas.

O relatório pretende servir de instrumento para os países-membros da UNODC, além de oferecer exemplos de bons métodos em aspectos práticos e legais relacionados com a investigação das atividades terroristas.

“Assim como o uso da internet entre os cidadãos comuns aumentou nos últimos anos, as organizações terroristas também fazem um amplo uso desta rede global”, destacou Fedotov.

Em suas conclusões, a ONU destaca a necessidade de melhorar a cooperação internacional, o trabalho com o setor privado e, sobretudo, com as empresas de telecomunicações para pode ter acesso aos dados de navegação durante uma investigação.

Entre os exemplos de boas práticas na cooperação internacional de Estados, destaca-se o trabalho conjunto entre as autoridades da Colômbia e da Espanha para deter um suposto membro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

O preso, identificado apenas como “Leonardo”, foi detido em 2008 na Espanha após o envio de provas fornecidas pela Colômbia sobre sua participação em uma plataforma internacional de apoio financeiro às Farc, destaca o relatório das Nações Unidas.

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