Michael Schumacher completa nesta sexta-feira (28) dois meses em coma após o acidente de esqui sofrido nos Alpes franceses, um período em que as pessoas próximas ao alemão controlaram as informações sobre seu estado de saúde.

Schumacher continua no Hospital Universitário de Grenoble, na França, ao qual foi transportado de helicóptero no dia 29 de dezembro, após sofrer o acidente na estação de Méribel, quando descia por uma área a quatro metros de distância de uma pista marcada.

A assessora do heptacampeão do mundo e porta-voz da família neste momento difícil, Sabine Kehm, disse nesta semana à revista alemã Focus que a equipe médica tinha interrompido o processo para fazê-lo sair do coma.

O bombardeio de notícias diminuiu ao longo dessas oito semanas, e pelo menos a esposa do ex-piloto, Corinna, seus filhos Gina Maria e Mick, de 16 e 14 anos, o irmão Ralf, que também foi piloto da Fórmula 1, e os outros familiares não sofrem o mesmo assédio midiático dos primeiros dias.

A família divulgou periodicamente agradecimentos às mensagens de apoio vindas de todo o mundo, mas ao mesmo tempo pediu respeito e privacidade.

Schumacher completou 45 anos no dia 3 de janeiro, e o entorno do hospital foi transformado em um mar de equipes móveis de televisão, dispostas a captar as mensagens de apoio levadas pessoalmente por cerca de 200 fãs.

O Hospital Universitário de Grenoble conseguiu controlar a situação e manter a distância do grande desdobramento midiático, que nos primeiros dias alterou o funcionamento normal do centro médico e afetou os outros pacientes e suas famílias.

Não houve notícias sobre novas intervenções médicas, após as realizadas nos dias posteriores ao acidente para tratar das lesões cranianas sofridas ao cair e bater a cabeça violentamente contra uma rocha.

A promotoria francesa, por sua vez, arquivou há algumas semanas a investigação sobre o acidente por não detectar infrações por parte do acidentado, nem da estação de esqui, já que a sinalização das pistas era correta.

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