A Fazenda 2 finalmente chega ao fim nesta quarta-feira (10) com a grande final entre os atores André Segatti e Karina Bacchi na disputa pelo prêmio de R$ 1 milhão. Segundo o crítico de TV Daniel Castro, a esticada do reality aconteceu “por causa da procura de anunciantes, A Fazenda ficará mais três dias no ar. Seu final agora será dia 10, e não mais no dia 7 de fevereiro. A opção por uma quarta-feira é também estratégica: Nesse dia, devido à exibição de futebol na Globo, tem chances de pontuar mais”.

Mesmo com toda essa estratégia, A Fazenda 2 não tem agradado muito a crítica especializada. A começar pela presença de Britto Jr. como âncora do programa, alvo de críticas de diversos fóruns de mídias sociais. “Britto Júnior não está totalmente a vontade na apresentação do programa, falta ritmo ao apresentador e a direção do programa está tornando A Fazenda um programa arrastado e sonolento” comentou Ronald Varrela Silva, do site RD1 Audiência.

 “Eles estão empurrando com a barriga. Tem esse apresentador bizarro [Britto Jr.] que só enrola. Depois erraram feio no casting com um monte de gente pouco carismática. E agora com a concorrência do BBB, eles perderam o prumo e o ritmo. Está chato demais assistir o final desse reality”, aponta a colunista da Folha de São Paulo Nina Lemos que escreve também sobre televisão para o jornal. 

Além da presença de Britto, o casting também foi bastante criticado. O jornalista Maurício Stycer escreveu em seu blog: “Contra as indicações apontadas em diferentes enquetes, o ator Igor Cotrim sobreviveu ao último paredão de A Fazenda e continua no jogo. É uma boa notícia para o reality. Com a audiência em queda, o programa produziu poucas surpresas até agora – e a saída de Igor seria um golpe duro. Patinho feio num ambiente dominado por dançarinas, modelos, atores e atrizes candidatos a galã, Igor adotou a estratégia de falar o que pensa”.
 
Mas não foi só o ator Igor Contrim que recebeu elogios, mesmo não gostando da atração, Nina Lemos aponta a agilidade da edição como o ponto mais alto do programa. “Eles conseguiram criar boas imagens a partir de assuntos banais, mas no fim A Fazenda se mostrou um belo latifúndio improdutivo, que deveria ser invadido pelo MST (Movimento dos Sem Terra)”.
 
Produtivo ou improdutivo, esse latifúndio, ou melhor, A Fazenda ganha 3ª edição ainda esse ano, segundo a Record.

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