Silvana Bianchi, avó do menino Sean Goldman, que embarcou no final da manhã desta quinta-feira (24) para os Estados Unidos ao lado do pai, David Goldman, desabafou no início da tarde, alegando que “meu coração está vazio e partido porque está faltando o nosso amor”, antes de assegurar que a decisão de devolver a guarda de Sean ao pai foi uma covardia por parte do Supremo Tribunal Federal, no que ocasionará o pior Natal da família.


 


O menino estava no Brasil desde que sua mãe, Bruna Bianchi, retornou ao país e pediu o divórcio de David. Posteriormente, ela iniciou relacionamento com o advogado João Paulo Lins e Silva, com quem teve uma filha, Chiara. Bruna morreu durante o parto e teve início uma batalha jurídica entre seu pai e o padrasto, que contava com o apoio de Silvana. Durante a semana, uma decisão de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, definiu a questão a favor do norte-americano.


 


Silvana explicou que “levar a criança no dia de Natal é um crime hediondo. Ele foi separado da irmã (Chiara, de 1 ano e 3 meses), isso é uma covardia”, antes de revelar que o menino ficou apavorado com a confusão formada no Consulado dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, local marcado para o encontro entre as partes envolvidas.


 


Sean ficou, na tarde de ontem, brincando com seis amigos, e a avó salientou que “ele está muito triste de ir embora e que ficou muito assustado com toda aquela confusão. Ele estava muito nervoso. Teve febre de 38,5 graus à noite e vomitou quando chegamos ao Consulado. Ele está realmente muito abalado”.



David e Sean dois chegaram ao Aeroporto Santos Dumont às 10h10, entrando em um prédio da Administração da Infraero, no Terminal 1, e embarcando pouco antes das 10h30 para os Estados Unidos, o que deve permitir a pai e filho a celebração do Natal em solo americano, visto que o avião decolou às 11h40 e deve pousar pouco antes das 19 horas, no horário local.

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