O Governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (2) novas medidas de segurança focadas no “perfil” dos passageiros para os voos internacionais que aterrissem em seu território, em substituição às adotadas após o fracassado atentado do Natal.

A secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano, explicou que as novas medidas incluem protocolos de segurança “mais flexíveis”, pois não se basearão na nacionalidade ou no passaporte, mas em características reunidas pelos serviços de inteligência, o que reduz significativamente o número de passageiros que terão que se submeter aos controles adicionais.

No entanto, as novas normas se aplicarão a “todos os que viajam aos EUA”, sem distinção, indicou. As listas negras e de alerta de passageiros suspeitos de terrorismo permanecerá em vigor. Mas agora, EUA completará estes dados com informação cruzada sobre outros passageiros que poderiam requerer um controle mais direto.

Para isso serão levadas em conta “informações fragmentadas”, como parte dos traços físicos, dos nomes ou sobrenomes, a idade, os itinerários e padrões de viagens, a nacionalidade e dados do passaporte. No entanto, o Departamento de Segurança Nacional insiste que não se trata de discriminação racial.

Segundo um funcionário citado pela rede CNN, fatores como a raça ou a religião podem fazer parte dessa informação parcial, mas somente devem ser usados se existirem indícios razoáveis de que alguém com estas características é um potencial terrorista.

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