Se para as pessoas físicas o crédito já foi retomado, o mesmo não se pode dizer para as empresas. Principalmente no que diz respeito às micros e pequenas, que representam um bom percentual do total do país. A constatação é do Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, que foi divulgado nesta quinta-feira (4).

O levantamento aponta que, em janeiro, 132 empresas pediram falência no país, contra 124 do mesmo mês do ano passado. Do total das solicitações, 68% foram de micro e pequenas. Essa é a maior proporção do indicador desde novembro de 2008. A constatação é que estes tipos de empresas ainda enfrentam dificuldades para superar a crise. 

Segundo especialistas da Serasa, as grandes empresas superaram as dificuldades, o que não aconteceu com as micros, pequenas e médias. O motivo para essa diferença é o crescimento lento da oferta do crédito para pessoas jurídicas.

Também em janeiro, foram decretadas a quebra de 69 empresas, sendo 63 de micros e pequenas e 6 de médias. No mesmo mês do ano passado, esse número ficou em 61, sendo que nenhuma grande empresa entrou em colapso no início deste ano.

Dentro das médias empresas, as voltadas para o mercado externo foram as que mais sofreram devido à queda nas exportações. A boa notícia é que a tendência é de uma retomada mais rápida do crédito para os negócios, o que vai contribuir para a redução da inadimplência.

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