Confira aqui a galeria de fotos do show!

Com os ouvidos ainda zumbindo, a reportagem do Virgula Música volta pra casa com o prazer de poder constatar o óbvio: o Franz Ferdinand deu espetáculo no encerramento de sua mais do que bem-sucedida turnê brasileira, no show que aconteceu com casa cheia nesta terça-feira (23) em São Paulo, na Via Funchal.

Nicholas McCarthy, Robert Hardy, Paul Thomson e Alex Kapranos fizeram a festa de uma pista quente, enlouquecida e lotada. As guitarras altas, muito altas, mostram também a eficiência da cozinha da banda, que muitas vezes acompanhou sozinha a voz poderosa de Kapranos, o frontman.

Aliás, o cantor do Franz Ferdinand merece todas as palmas pela capacidade de comandar uma banda. A voz soa perfeita durante todo o show, levando o som da banda a um patamar que não se vê muito por aí. E o baterista Paul Thomson, em especial, deu show de groove até de pé. Sensacional.

No set, nada de muitas surpresas. Todos os hits da banda estavam lá. Dark of The Matinée, Can’t Stop Feeling, This Boy, Ulysses, Do You Want To e No You Girls, claro, não poderiam ficar de fora da lista de músicas.

O destaque vai para os dois primeiros hits massivos da banda por aqui. Take Me Out foi cantada a plenos pulmões por todos os presentes no local, incluindo três pequenos fãs da banda, de uns 11 anos cada, que piraram com o quarteto durante todo o show. This Fire ganhou uma versão envenenada, com muitas guitarras ressoando e direito a uma apresentação individual pra cada integrante do quarteto, daquelas dignas do rock dos anos 70.

Antes do bis, a banda dividiu uma bateria montada pelos roadies na frente do palco enquanto a “última” música do set ainda rolava, em uma jam percussiva de deixar Olodum com inveja. Regidos pelo excepcional baterista que tem, os escoceses mostraram que, além de saberem tudo de rocks com “guitarradas”, ainda dão um caldo quando resolvem batucar.

Nota dez para a trupe de Kapranos, que outra vez não deixou dúvidas sobre sua qualidade frente às plateias paulistas. Tchau, Franz Ferdinand, voltem sempre!

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