Pat Robertson é um pastor pentecostal, desses que evangelizam as pessoas pela TV.

 

Já foi candidato republicano à presidência dos Estados Unidos e vive dando declarações polêmicas.

 

A mais recente refere-se ao trágico terremoto que destruiu o Haiti efoi dada durante o programa 700 Club, do canal Christian Broadcasting Network (CBN).

 

“Algo aconteceu há muito tempo no Haiti e as pessoas talvez não queriam falar sobre isso. Eles estavam sob domínio francês, no reinado de Napoleão III, e fizeram um pacto com o diabo. Disseram: Vamos servi-lo se nos libertar do Príncipe. É uma história verdadeira. E o diabo disse: Ok, está combinado. E os franceses foram expulsos. Os haitianos revoltaram-se e conseguiram libertar-se. Mas, desde então, foram amaldiçoados”.

Chris Roslan, porta-voz da CBN, emtiu um esclarecimento sobre as declarações.

 

“Os seus comentários foram baseados numa ampla discussão sobre a rebelião de escravos de 1791, liderada por Boukman Dutty, em que os escravos teriam feito um pacto com o diabo para se livrarem dos franceses”, frisou, considerando que se trata de um assunto que tem gerado grandes discussões entre especialistas.

 

“O dr. Robertson nunca disse que a tragédia era resultado da raiva de Deus”, afirmou, acrescentando que, mais adiante no vídeo, o televangelista chega a pedir para que se reze pelos haitianos.

 

O jornalista Michael Rowe, do The Huffington Post, escreveu um texto expressando sua revolta.
 
“O Haiti foi o local da única revolução escrava de sucesso na história da humanidade. Enquanto mulheres gritam perante as crianças mortas, Pat Robertson preocupa-se em contar uma história sobre o fato dos haitianos estarem sofrendo dor e desespero porque

fizeram um pacto com o Diabo, quando queriam ser libertados por Napoleão III ou qualquer coisa assim”

 

Rowe acha que os EUA devem se posicionar em relação ao fanatismo relegioso que permeia a cultura do país.

 

“É hora da América fazer um grande reflexão sobre a indústria multi-milionária da religião (que é normalmente isenta de impostos) e perguntar se ainda quer investir em pessoas como Pat Robertson e a sua corporação evangélica”, frisou, dizendo não acreditar que os milhões de seguidores do televangelista deixem de ajudar o Haiti por causa deste tipo de comentário.

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