Tanto o maltês Charles Scicluna, promotor de Justiça da Congregação da Santa Sé para a Doutrina da Fé, quanto o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, comentaram na manhã deste sábado os novos escândalos de pedofilia na Igreja Católica, afastando completamente qualquer possibilidade de envolvimento do Papa Bento XVI.

Falando na Rádio Vaticano, dirigida por ele, Lombardi explicou que “nos últimos dias, alguns buscaram, com certo rancor em Ratisbona e Munique, elementos para envolver pessoalmente o Santo Padre nas questões dos abusos sexuais, mas está claro que os esforços fracassaram”. O caso em questão envolve o coral de Ratisbona, que foi dirigido, durante mais de 30 anos, pelo irmão do Papa, monsenhor Georg Ratzinger.

Já Scicluna, citado em reportagem do jornal Avvenire, da Conferência Episcopal Italiana, lembrou que “só em 2001 o delito de pedofilia voltou a ser de nossa exclusiva competência. Desde então, o cardeal Ratzinger demonstrou sabedoria e firmeza na hora de tratar destes casos. Ele foi mais além, dando prova de grande valor e enfrentando algumas situações muito difíceis. Portanto, acusá-lo esconder fatos é falso e calunioso”.

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