A internet é o caminho para quem quer pornografia. Milhares de sites mostram de tudo. Tudo mesmo. Curiosamente, o cinema adulto, uma fortíssima indústria que lucra mais de US$ 13 bilhões por ano somente nos Estados Unidos, está impotente exatamente diante da pirataria online.

A Vivid Entertainment, uma das gigantes do ramo, diminuiu suas vendas em mais de 20% no ano passado, de acordo com reportagem do jornal USA Today. Para o fundador Steven Hirsch, a pirataria online, junto com a falsificação de DVDs e a recessão econômica causaram a pior crise na indústria nos últimos 25 anos. A oferta geral de títulos do ramo caiu de seis mil para menos de dois mil em cinco anos.

Quem acompanha a área, segundo o jornal, diz que sites estão lucrando ilegalmente com as produções dos estúdios e por isso as ações de indenização estão aumentando. Atualmente, só o Pink Studio, especializado no ramo, move um processo contra alguns sites pornográficos no valor de US$ 5,6 milhões.

No Brasil, a situação é semelhante. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico, embora o setor tenha registrado crescimento de 15% no ano passado, a participação dos filmes eróticos, que chegaram a representar 50% do faturamento da área, hoje não chega a 30%. Atualmente, são cerca de 400 títulos lançados por ano e uma renda de R$ 200 milhões.

Para R.Rufião, da produtora pornô Xplastic, o problema no Brasil é o mesmo. “A pirataria esta afetando a indústria do entretenimento adulto. O dinheiro foi minguando ano após ano assim que os consumidores descobriram que podiam baixar de graça pela internet, ou comprar por R$5,00 um DVD que era vendido por R$40,00 ou R$50,00 numa loja”, avalia.

Ele explica que a situação levou as distribuidoras a pagar cada vez menos para os produtores, que se viram obrigados a reduzir cachês, provocando a queda de qualidade do produto.

“As celebridades surgiram para dar um fôlego ao mercado, mas o modelo de negócios não se sustenta por muito tempo e as celebridades dispostas a entrar no mercado pornográfico estão em extinção”, lamenta Rufião.

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