A Airbus está disposta a financiar a busca das caixas-pretas do avião da Air France que desapareceu em 1º de junho quando fazia o trajeto entre Rio de Janeiro e Paris com 228 pessoas a bordo.

“Comprometemo-nos a apoiar a continuação da investigação mediante uma contribuição importante”, disse Thomas Ender, presidente da fabricante europeia em entrevista publicada nesta quinta-feira (30) pelo jornal francês La Tribune.

A Airbus quer “saber o que aconteceu exatamente”, ressaltou o presidente, já que a prioridade absoluta é “melhorar a segurança do transporte aéreo”.

O custo estimado para continuar a busca das caixas-pretas seria entre 12 milhões e 20 milhões de euros por um período de três meses, pelo menos, e o fabricante europeu, nesse caso, ofereceria “uma parte significativa”.

A segunda fase da busca atualmente em andamento, uma vez que as caixas-pretas deixaram de emitir sinais para a localização, deveria terminar em 22 de agosto, afirmou o jornal.

Estrutura de buscas

O novo dispositivo colocado pela Airbus permitirá manter dois ou três navios na área, assim como pelo menos um submarino, equipado com um sonar potente, para encontrar as caixas-pretas.

O construtor aeronáutico europeu se mostrou confiante nas possibilidades de encontrar as caixas-pretas, “algo que já se viu em alguns casos, após vários meses de imersão”.

À espera de que o órgão francês encarregado da investigação oficial apresente suas conclusões, a imprensa especula diversos motivos do acidente do A330-200 da Air France, em particular, um problema com os sensores para medir a velocidade do avião, que já tinham gerado incidentes.

De fato, a Airbus tinha emitido desde 2007 uma recomendação para a substituição dessas sondas, fabricadas pela Thales, por outras de nova geração da mesma marca. A Air France acelerou a substituição dessas sondas, que já foram totalmente trocadas em sua frota.

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