Lançando seu primeiro álbum, que leva seu próprio nome, Aline Calixto garante que o samba, gênero em que aposta, nunca saiu de moda. Segundo ela, o gênero tipicamente brasileiro segue conquistando cada vez mais espaço, principalmente com as ferramentas oferecidas pela web. “Na hora de divulgar meu som, a internet foi super importante. Tenho Orkut, My Space, blog, Twitter…”, conta ela.

Nascida em Minas Gerais, Aline, que é formada em geografia, diz tewr entrado de vez para o samba quando se reunia com seus amigos da faculdade. “Nós fazíamos rodas e ficávamos tocando lá em Viçosa (cidade do interior mineiro), criando uma cena que não existia. Lá, o que tocava mesmo era reggae, forró e rock. Samba era uma coisa inédita, e fazendo essas rodas a gente percebeu que tinha muito público”, explica.

Apesar de morar em Minas, Aline não acha que seu estilo seja inspirado pela cena local. “O samba é o mesmo, não importa onde surja. Só acho que a minha música é mais melodiosa do que o samba encontrado normalmente vê por aí”, garante a cantora, vencedora em 2007 do festival Novos Bambas do Velho Samba, no bar Carioca da Gema, no boêmio bairro da Lapa, no Rio de Janeiro. Foi lá, aliás, que ela ganhou fama e começou a se apresentar em rodas importantes na Cidade Maravilhosa, como o Samba do Trabalhador e o Samba Luzia, e no carnaval.

No álbum, que traz tanto composições de bambas históricos como Monarco e Arlindo Cruz quanto de novos compositores (entre eles, os também mineiros Renegado, Rodrigo Santiago e Douglas Couto), a sonoridade e a voz de Aline chegam a lembrar o estilo de Marisa Monte e Clara Nunes, a quem ela afirma ser constantemente comparada. “Também já disseram que meu estilo lembra Elis Regina. Isso é coisa do samba, que traz lembranças para as pessoas e elas acabam me comparando com as cantoras que mais gostam”, conta.

Saiba mais:

http://www.alinecalixto.com.br
http://www.myspace.com/alinecalixto
http://twitter.com/aline_calixto

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