As medalhas de César Cielo, Felipe França e Poliana Okimoto e a classificação dos brasileiros no Mundial de Roma de natação abriram as portas para que mais um esporte possa se tornar uma paixão nacional.

A coletiva de imprensa para receber César Cielo em sua volta ao Brasil foi mais calma do que quando ele retornou das Olimpíadas, mas as medalhas que trouxe, conquistadas nos 50 e 100 metros livre, significaram mais um grande passo para a natação brasileira. “A melhora que a gente teve foi incontestável. Uma coisa que nunca aconteceu antes na natação brasileira”, disse Cielo.

Em entrevista exclusiva ao VirgulaEsporte, Lucas Salatta, que nadou os 200m borboleta e integrou o revezamento 4x200m (novo recorde sul-americano), afirmou que “o desempenho do Brasil ajuda bastante em alguns aspectos: primeiro que é motivante ver os companheiros de seleção alcançando grandes resultados e tomara que após esse desempenho a natação consiga atrair mais investimentos para que o país continue evoluindo, pois estamos no caminho certo”.

Ele treinou pelo Pinheiros, atualmente está no Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, mas também passou um ano e meio treinando no exterior e destaca as diferenças. “O treinamento em si não é um diferencial, pois cada atleta se adapta a um tipo de treinamento. Mas nos Estados Unidos existem diversas competições de alto nível que acabam contribuindo para o desenvolvimento competitivo dos atletas, pois eles acabam competindo mais vezes com os melhores atletas do mundo.”

“Estamos cientes que o Brasil é o país do futebol, mas ele pode ser o país do futebol e da natação também”, afirmou César Cielo.

Polêmica dos maiôs

A ameaça de Phelps em deixar as competições de natação enquanto o veto aos “supermaiôs” não entrasse em vigor, fez com que a Fina (Federação Internacional de Natação) adiantasse a proibição para o dia 1º de janeiro de 2010.

O medalhista de prata nos 50m peito, Felipe França, chegou a afirmar que o maiô influencia bastante, mas o ser humano evolui junto com ele. Já César Cielo disse: “o maiô que está aprovado a gente tá usando. O tempo é natural cair”.

“Na minha opinião, eu preferia a época em que os maiôs não eram populares como hoje em dia. Toda essa tecnologia acaba as vezes acaba mascarando um pouco o resultado de todos os atletas e os maiôs podem ajudar uns atletas mais que os outros pois se adapta melhor a alguns e não a outros”, concluiu Lucas Salatta.

Sem mais artigos