Em apenas três anos, a banda Etna conseguiu um bom espaço na cena musical jovem. Após o lançamento de seu primeiro álbum, Não Tente Isso Em Casa, o grupo começou a ter uma agenda de shows lotada, principalmente no interior de São Paulo.

Este ano, o grupo, formado por Duane Gigliotti (voz), Fábio Maciel e Gustavo Barta (guitarras) e Pedro Peli (bateria), assinou um contrato com a Universal Music para o lançamento de seu segundo álbum, que chega às lojas no começo de 2010. Em entrevista, o baterista Pedro adianta alguns detalhes do novo trabalho do Etna e fala sobre a cena de música adolescente no Brasil. Confira!

Virgula: O Etna começou sua carreira como uma banda independente, e já estreou no mercado fonográfico com um lançamento gratuito, o Não Tente Isso em Casa. Hoje, com um contrato com uma grande gravadora, o que mudou na sonoridade de vocês?

Peli: Continuamos sendo uma banda de rock. Mas a nossa principal característica é a veia pop mesmo – procuramos fazer letras simples, sem palavras complicadas e sem firulas, tudo mastigadinho para ser de fácil compreensão. Isso não mudou do primeiro álbum para o segundo. A principal diferença é que hoje podemos arriscar. Quando fizemos o primeiro álbum, investimos do nosso bolso pra pagar estúdio, e hoje somos bancados pela gravadora e podemos experimentar os sons que quisermos.

Virgula: E porque essa opção pelo pop, considerando que vocês se definem como uma banda de rock? Afinal, a banda tem dois guitarristas.

Peli: Nós fazemos esse som pop porque gostamos, nos divertimos muito no estúdio e nos shows. Acaba ficando um pouco mais pesado sim, mas sem nunca deixar de lado a veia pop. Na verdade, quando definimos a sonoridade da banda pensamos apenas em nós, no que gostamos de tocar. Para uma banda que já tocou em muito muquifo, sem grana e sem cachê, é preciso mesmo fazer o que ama para dar certo.

Virgula: E o novo álbum, já está pronto?

Peli: Já, todo gravado. Serão 12 faixas, e algumas delas já estão no nosso Myspace. Ele chega às lojas no comecinho do ano que vem, quando a gente também começa uma turnê de divulgação pelo país.

Virgula: O que vocês mais ouviram, tanto de música nacional quanto internacional, no processo de composição do novo álbum? Que tipo de som influenciou vocês?

Peli: Nós ouvimos bastante coisa, somos bem ecléticos. Vamos fácil de Paralamas do Sucesso e Charlie Brown Jr. a música caipira (risos). De internacionais, adoramos McFly, Fall Out Boy e muito Blink 182.

Virgula: O som de vocês é muito comparado com outras bandas como Cine, Fake Number, Restart, Replace e Stevens. O que distingue o Etna desses outros grupos?

Peli: Uma coisa que está ficando muito comum nos últimos anos na cena underground é a inclusão de elementos eletrônicos nas músicas. Nós respeitamos muito quem faz isso, como o Cine, mas não é a nossa pegada, porque o nosso som é rock. Simplesmente não encaixa na nossa sonoridade. Além disso, acho que outra característica do Etna são as melodias simples e as letras sem frescuras. Somos uma banda orgânica – batera, guitarra, baixo e pronto.

Virgula: E o rótulo de banda emo, incomoda você?

Peli: Nem um pouco. A questão é que aqui no Brasil o conceito de emo é totalmente deturpado. O emo é um movimento que surgiu na Califórnia, falando sobre bandas que têm letras emotivas. Aqui no Brasil, não é uma questão musical, e sim de aparência – é só o cara ter uma franjinha que pá, é emo!

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