O Banco Central (BC) reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma dos bens e serviços produzidos no país, de 0,8% para 0,2%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta terça-feira (22).

De acordo com o BC, a redução “reflete o impacto mais acentuado dos recuos esperados para a agropecuária, de -1,2% para -4,3%, e para a indústria, de -3,3% para -5%”. No setor de serviços, a expectativa é de elevação de 0,1 ponto percentual, para 2,8%.

Segundo o relatório, pela ótica da demanda, estão projetadas contribuições anuais nula e de 0,2 ponto percentual, respectivamente, para as demandas interna e externa – esta apresenta o primeiro resultado positivo desde 2005.

A expectativa da demanda interna reflete as estimativas para o consumo das famílias, 3,8%, do consumo do governo, 3,5% e para a Formação Bruta de Capital Fixo, -9,9%. Por sua vez, “a contribuição do setor externo evidencia os recuos projetados para as exportações, 11,1%, e para as importações, 12,8%”.

O relatório destaca que essa alteração na projeção para o ano incorpora os resultados do terceiro trimestre divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar da menor projeção para o ano, no último trimestre as perspectivas do BC “são de que ocorra nova aceleração do crescimento, considerada a comparação com o trimestre anterior”.

Na avaliação do BC esse movimento “será associado ao reequilíbrio dos estoques, que se reduziram por quatro trimestres consecutivos, à continuidade do crescimento do emprego e da renda e aos efeitos defasados da flexibilização das políticas monetária [taxa básica de juros], fiscal e creditícia”.

Ainda segundo o relatório do BC, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto no ano que vem é de 5,8%.

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