Com muita emoção e sob aplausos de todos os presentes, o cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, que assinava suas tiras como Glauco, e seu filho, Raoni, de 25, foram enterrados por volta das 10h45 deste sábado no cemitério Gethsêmani Anhanguera, zona oeste de São Paulo. Ambos foram mortos por Carlos Eduardo Nunes, 24 anos, conhecido da família, na noite de quinta-feira, na residência onde viviam, em Osasco.

A cerimônia contou com a presença de muitos membros da Igreja Céu de Maria, fundada por Glauco e que difundia o uso do Santo Daime no país. Cadu, como o adolescente era conhecido, fazia parte da igreja e, por essa razão, era amigo do cartunista e de sua família. Os caixões foram cobertos com bandeiras do Corinthians, no caso do pai, e do São Paulo, para o filho.

Os dois caixões continham bandeiras com símbolos religiosos, e muitas pessoas estavam vestidas de branco, o que vai de encontro a uma determinação da Céu de Maria. A investigação revelou que Carlos Eduardo teria invadido a casa de Glauco e, após discussão, ameaçado atirar contra a própria cabeça. Ele queria que o cartunista e sua família explicassem à sua mãe que, na verdade, o universitário era Jesus Cristo.

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