O governo de São Paulo informou neste sábado (14) que vai pedir urgência na investigação das causas do acidente ocorrido na noite de ontem (13) na Rodovia Régis Bittencourt, em São Paulo.

Representantes da empresa Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), responsável pela obra do Rodoanel, e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) se reúnem nesta tarde na tentativa de começar a descobrir o que provocou a queda de três vigas de sustentação do viaduto que faz parte das obras de construção do Rodoanel e que deixou três pessoas feridas.

O Instituto de Criminalística (IC) também deve fazer um laudo sobre o acidente. “Vamos fazer isso o mais rápido possível”, disse o secretário estadual de Transportes de São Paulo, Mauro Arce, em entrevista coletiva concedida na sede da Dersa, na capital paulista.

Segundo ele, as obras no viaduto serão interrompidas até que seja produzido o laudo, mas isso não vai atrapalhar o cronograma, que continuará a ser respeitado, apesar do acidente.

“O cronograma da obra foi fixado em maio de 2007 e está sendo cumprido. A data para término do trecho sul do Rodoanel é 27 de março de 2010. O prazo continua mantido”, afirmou o secretário.

Arce explicou que esse viaduto estava em construção e que as vigas foram colocadas no local na última terça-feira (10). Até o momento, não é possível apontar o que pode ter motivado o acidente, de acordo com o secretário. “Tudo o que falarmos agora é prematuro”, disse, admitindo que muitas hipóteses podem explicar o acidente, como falhas na fixação da viga ou na sua própria estrutura.

“[Houve] uma falha técnica. Evidentemente, pode ter acontecido uma falha de estrutura daquela viga que, na linguagem técnica, flambou [encurvou-se] e isso vai ser examinado agora”, afirmou.

São Paulo tem um histórico recente de vários acidentes em obras de transportes. O mais grave foi o desabamento do canteiro de obras da construção da Linha 4 do Metrô, em janeiro de 2007, que provocou a morte de sete pessoas. Em abril do ano passado, um trecho da construção do Expresso Tiradentes também caiu, mas ninguém se feriu.

“O ideal é que não houvesse esses acidentes. Mas temos muitas obras que estão sendo feitas sem acidentes”, disse o secretário.

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