A China comemorou hoje o Dia Mundial de luta contra a Aids com um chamado do presidente da China, Hu Jintao, para ampliar o esclarecimento público sobre a prevenção contra a doença e a aumentar os esforços para reduzir a discriminação dos doentes.


 


“Alcançamos grandes conquistas no último ano, mas ainda temos tarefas difíceis pela frente para prevenir e controlar a propagação da aids”, disse Hu a voluntários na luta contra a doença, aos que encorajou utilizar formas criativas para divulgar a informação.


 


Hu fez as declarações no centro nacional de convenções da China, onde voluntários de Pequim realizam uma campanha semanal sobre a aids, que tem como objetivo melhorar o nível de conscientização em escolas e comunidades.


 


No final de outubro de 2009, conforme dados do Ministério da Saúde, havia 740 mil infectados pelo vírus HIV, embora o número possa ser maior, já que nas áreas rurais ainda há falta de conhecimento sobre a doença.


 


O Governo da China, que proíbe a entrada ao país de estrangeiros portadores do vírus HIV, levantará esta impopular limitação no ano que vem, informou a imprensa oficial citando o vice-ministro da Saúde, Huang Jiefu.


 


“Confiamos em que a proibição será retirada completamente e para sempre”, assegurou Huang ao jornal estatal “China Daily”, em mensagem frente ao Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, celebrado amanhã.


 


Huang ressaltou que a proibição provavelmente estará abolida quando o país realizar a Exposição Universal de Xangai, que começará no dia 1º de maio do ano que vem.



O vice-ministro ressaltou que sua pasta está trabalhando com outros departamentos governamentais para alcançar a meta e que, caso não se possa conseguir a abolição total até 2010, haverá uma regulação especial para permitir que soropositivos visitem a Expo Universal.


 


A China é um dos 70 países do mundo que nega a entrada aos estrangeiros soropositivos, algo que segundo a própria imprensa oficial “é desnecessário e discriminatório”.

Sem mais artigos