Obras da Copa do Mundo, plano habitacional Minha Casa, Minha Vida, calendário de execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e investimentos de estatais como Petrobrás e Eletrobrás devem fazer da construção civil o motor da economia nos próximos cinco anos. Segundo estimativas, o volume de recursos chega próximo dos R$ 500 bilhões.

Entre o final de 2008 e os primeiros meses deste ano, as empresas da construção civil foram sufocadas pela falta de dinheiro para poder levantar lançamentos do passado. Outro ponto foi o cancelamento de projetos de expansão da indústria. Resultado: Queda de 9,8% do setor no primeiro trimestre.

Com a volta das ofertas públicas e do crédito no mercado internacional, o setor acredita em dias melhores. A aposta é que o programa habitacional e as obras de infraestrutura priorizadas pelo governo para amenizar os efeitos da crise tenham reflexos positivos a partir deste ano, já que 2010 é ano eleitoral.

O subsídios ligados ao programa Minha Casa, Minha Vida estão em torno de R$ 45 bilhões. Para a Copa do Mundo, o governo estima um gasto variável de R$ 60 bilhões a R$ 100 bilhões, sem contar os investimentos no setor de transportes (ao menos R$ 30 bilhões). A Eletrobrás também anunciou investimentos de R$ 30 bilhões para o período de 2009 a 2012 e a Petrobrás, de US$ 174 bilhões (R$ 348 bilhões) para 2009-2013.

Com R$ 500 bi de investimentos, construção civil promete ser o motor da economia

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