O consumo de energia aumentou no Brasil, com a recuperação da indústria nos últimos meses, informou nesta quarta (26) a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

O consumo energético, principal indicador para medir tanto a atividade industrial, quanto a saúde econômica das famílias, subiu para os 220,2 terawatts por hora, entre janeiro e julho, na soma da demanda de indústrias, comércios e famílias brasileiras.

A indústria permaneceu como o setor mais fraco, em comparação com o ano passado, com 10,4% a menos de consumo em julho, embora a dinâmica de consumo industrial “esteja mostrando recuperação” ao longo de todo o ano e “a expectativa é que continue com a mesma dinâmica no segundo semestre”, segundo a EPE.

“Seguindo a rota de crescimento que já pode ser percebida, o consumo agregado da indústria da rede elétrica deverá fechar 2009 com uma grande queda em relação a 2008. Em 2010, mantendo-se a dinâmica de crescimento, as taxas deverão ser elevadas, até por um efeito estatístico”, analisa o estudo.

As famílias e os setores comercial e de serviços mantiveram taxas de crescimento “elevadas”, de 5,6% e de 6,4%, respectivamente, em comparação com o ano passado, o que sugere uma “dinâmica de crescimento vigorosa”, segundo a EPE.

O crescimento foi significativo em todas as regiões do país, refletindo a expansão da base de consumidores, especialmente nas regiões nordeste e norte.

Entre agosto de 2008 e julho, cerca de dois milhões de novos clientes residenciais passaram a ter acesso à rede elétrica, ao que se uniu um aumento do consumo médio de energia por lar, que subiu 2,3% nos sete primeiros meses de 2009.

O setor comercial melhorou seu consumo, especialmente no varejo (30%). A única exceção foi o setor de transporte, prejudicado pela desaceleração das exportações.

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